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segunda-feira, 2 de março de 2015

Viagem pelo Agreste Pernambucano: Taquaritinga do Norte e Caruaru

   No último final de semana fizemos uma viagem cheia de aventuras! Foram cerca de 600km, rodados em dois dias, na companhia dos amigos do Moto Clube Dragões do Asfalto. Saímos às 7h  em direção à cidade de Taquaritinga do Norte, a 220 km de João Pessoa. Paramos para o café da manhã no distrito de Cajá, um famoso ponto de encontro de motociclistas da região. Lá encontramos vários companheiros que fariam o mesmo trajeto que nós, em decorrência da realização do 7º Taquaritinga Moto Fest (o motivo de nossa viagem), um dos mais bem avaliados eventos motociclísticos da região.
E tome estrada, e tome caeme!
    Chegamos a Taquaritinga por volta das 11h. Conhecida como "Dália da Serra", Taquaritinga do Norte é uma cidade de clima agradável. Por estar situada no alto da Serra da Taquara, a cidade apresenta temperaturas abaixo dos 18ºC à noite. Sou particularmente suspeito ao falar dessa bela cidade, uma vez que a tenho visitado desde 2010 em diferentes ocasiões.

Os companheiros Clíneo e Gil na entrada da Cidade
   O 7º Taquaritinga Moto Fest é um evento excelente. Desde a nossa chegada, o bom e velho Rock and Roll não parou de ser tocado por várias bandas locais. O evento reuniu mais de 400 motoclubes de vários estados, majoritariamente nordestinos. À noite a principal atração ficou por conta do grande Joãozinho e Banda Se7e (escrito assim mesmo). Os caras são muito bons! Abaixo algumas fotos do evento.


Uma maravilhosa HD Electra Glide




Gil, Edgley, Clíneo e eu

   No dia seguinte fomos rapidamente visitar um dos pontos turísticos da cidade: a rampa do pepê, local utilizado para saltos de asa delta. Localizada a 1.200 m de altitude, possui um desnível de quase 600 m. Uma paisagem fascinante!

Equipe animada

Visão de quem está prestes a saltar para o infinito. Abaixo, a cidade de Vertentes.

Fazedores de caeme


Na saída da rampa, o primeiro susto. Calma, ninguém caiu da rampa ou coisa parecida. O terreno acidentado, associado a uma moto bem alta e um piloto um pouco desprovido de estatura física (meço míseros 1,65m) foi a combinação perfeita: ao manobrar pra sair, a Ténéré foi ao solo. Nada grave, segurei até onde deu e, para não me machucar (conheço relatos de pessoas que sofreram sérias lesões na coluna por tentarem segurar uma moto em vias de tombar), soltei a máquina já bem perto do chão e pulei. Com a ajuda dos companheiros, tratei de colocar a Azurra em sua posição habitual e checar seu estado. Tudo lindo e azul, sem um arranhão. Sacodida a poeira, simbora fazer caeme, porque moto é pra estar na estrada e não deitada no chão!

Abastecemos as motos e seguimos rumo a Caruaru, onde fomos assistir à etapa local da Fórmula Truck. Por vir de uma família de caminhoneiros (são muitos: pai, irmão, dois tios, dois primos, um meio-primo), sou apaixonado por caminhões (também por carros, barcos, máquinas em geral). Pra mim assistir a uma prova da Fórmula Truck foi uma experiência singular, esperada há anos. Senti-me como criança! Antes da corrida, o show. Aurélio Jr. e Dani, filhos do falecido criador da modalidade, Aurélio Batista Félix, botaram pra quebrar com manobras de tirar o fôlego, brincando com os caminhões como se fossem de brinquedo. Só estando lá pra ver.

Marcas deixadas pelos caminhões após o show





Coisas que você (só) encontra quando viaja

    Assistimos à primeira bateria da prova e saímos em seguida, pois tínhamos muitos caemes pela frente. Na saída do autódromo veio o segundo susto. Ao passar por um "areião", dessa vez engarupado, a Mini-Trail (na verdade o piloto) não deu conta do Saara de 10m e fomos ao solo pela segunda vez no dia. Dessa vez a máquina caiu pro lado direito e ficou enterrada na areia. Pulei de cima e, preocupado, fui "salvar" minha gata (não a moto, a outra). Estávamos bem, novamente, apesar do susto. Mais uma vez com a ajuda dos companheiros levantamos a Azurra e fui conferir o estrago. E lá estava ela, linda e azul, como antes: nada acontecera. Com o mesmo espírito de antes, seguimos em frente, cumprindo nosso objetivo.

    O relógio no painel já marcava mais de 15h da tarde quando visualizamos no horizonte as nuvens carregadas, um belo cenário. Beleza que estava em vias de mudar de figura, pois logo se via os raios que foram ficando cada vez mais frequentes e - pra nossa tensão - mais próximos. Demorou uns 40 minutos e começaram os primeiros pingos da chuva. Estávamos sem roupas apropriadas para a chuva (que se encontravam no bauleto) e começamos a nos molhar. Por mim tudo bem, já estou acostumado. Mas logo os pingos se tornaram mais fortes e estávamos no meio de um temporal, com os raios caindo quase sobre nossas cabeças. A chuva era muito forte, obrigando-me a reduzir drasticamente a velocidade por conta do grande volume de água na pista. Eu não podia ir ao chão uma terceira vez. Íamos na sequência, Clíneo com a XJ6, Gil com a Ninja 250, eu e Edgley, com a CB 500, fechando o comboio. Em decorrência da chuva, não nos víamos. Eu já estava decidido a parar, esperando somente a primeira oportunidade, que chegou alguns caemes à frente: um posto de combustíveis na entrada do município de Barra de Santana, já na Paraíba. Assim que parei, lá se foi Edgley, sem ouvir minhas buzinadas por conta da chuva. Agora estávamos sozinhos. E a chuva era muito forte, os raios, o vento... estávamos ensopados, vestimos as roupas de chuva pra amenizar o frio e seguir em frente. Passados uns 20 minutos, a chuva diminuiu e seguimos em frente, voltando a encontrar os companheiros somente na cidade de Queimadas, 30 km à frente. Recomposto o bando, fizemos um lanche e planejamos o restante do trajeto.

Já de volta, paramos novamente no distrito de Cajá para jantar. Passava das 18h e, varados de fome, comemos uma bela macaxeira com carne e um café quente. Saímos às 19h, com a BR 230 lisa e escura, iluminada somente pelo maravilhoso farol da Ténéré e a sensação mista de cansaço e a já incipiente saudade da estrada. Chegamos em casa às 20h, cansados e felizes depois dessa bela viagem.

Até a próxima! Let's ride!

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Fotografias: Rosiane Albuquerque

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Vídeo da viagem a Goiana/PE

Pessoal,

Fizemos um vídeo com as breves imagens que conseguimos gravar durante a viagem. Dá o play!




Filmagem: Rosiane Albuquerque
Direção de filmagem: Thiago de Andrade

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Goaina/PE - Parte 2: o litoral

E vamos à segunda parte da viagem! Infelizmente durante a viagem nossa câmera descarregou e ainda não temos bateria reserva, logo ficaremos devendo mais fotos do litoral goianense. Promessa difícil de cumprir, visse! Não demora...
O litoral goianense possui seis praias: Carne de Vaca, Tabatinga, Pontas de Pedra, Catuama, Barra de Catuama e Atapuz, das quais quatro foram visitadas por nós: Carne de Vaca, Pontas de Pedra, Catuama e Barra de Catuama. 
O acesso às praias (PE-049) fica depois da entrada da cidade de Goiana, sentido João Pessoa - Recife, à esquerda após a fábrica da Fiat. O acesso também dá para Tejucupapo, distrito de Goiana.

1. Carne de Vaca: é a primeira das praia do litoral norte de pernambuco. A caminho dela podemos visualizar o litoral de Pitimbu, cidade paraibana situada no extremo do litoral sul da Paraíba. É uma praia calma, muito bonita e com vários bancos de areia. A areia é tão branquinha que de longe a borda de encontro ao mar fica meio fluorescente/translúcida. É comum ver pelo caminho casas com fachadas decoradas, de cima a baixo, com conchas, elas são um charme! Infelizmente a câmera só permitiu um registro seu.

Bancos de areia formados pela maré baixa no pontal de Carne de Vaca. Ao fundo pode-se ver o extremo litoral sul da Paraíba

2. Pontas de Pedra: é também um distrito de Goiana. É a mais popular entre as praias goianenses. Possui piscinas naturais límpidas e é muito bonita. Também só conseguimos uma foto sua.

Piscinas naturais na praia de Pontas de Pedra

3. Catuama: é também uma vila goianense e em sua orla encontramos casas de veraneio muito bonitas, charmosas e em vários estilos, desde o rústico ao moderno. É uma praia igualmente bonita, porém é a única da qual não temos registro, ainda, rs.

4. Barra de Catuama: nessa praia encontramos o ponto mais oriental do litoral pernambucano, a Ponta do funil. É a penúltima praia do litoral goianense. Possui vista para a Ilha de Itamaracá e a Ilha de Itapessoca. É uma praia bem calma, límpida, com pedras e areia branca. Passa uma sensação de tranquilidade e dizem que possui um belíssimo pôr do sol. 



Ponta do funil, Barra de Catuama. Ao fundo e à esquerda, a ilha de Itamaracá; à direita, a ilha de Itapessoca.




















Fiquem agora com fotos do acesso às praias:

















É isso, minha gente. Gostaram? Continuem nos acompanhando e venham viajar conosco!

Rosiane e Thiago


Fotografias: Rosiane Albuquerque



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Goiana/PE - Parte 1: a cidade

A primeira viagem que iremos relatar aqui não é a nossa primeira viagem com a Azurra!, contudo é a primeira que de cara planejamos desde o início objetivando postar aqui.
Esta semana fomos a Goiana, município pernambucano que faz fronteira com a Paraíba. Localizada a 51 km de João Pessoa, Goiana é uma cidade com ares de interior e arquitetura antiga, com um clima acolhedor e pacato. Para uma melhor apreciação dos leitores julgamos melhor dividir o relato da viagem em duas partes, uma sobre a cidade e outra sobre o litoral. Litoral que posteriormente vocês vão ter que concordar conosco que é um capítulo à parte! 
Mesmo com um considerável potencial histórico-cultural, consideramos que os monumentos precisam de mais zelo e que poderiam ficar abertos à visitação. Em plena quarta-feira encontramos fechados o Museu de Arte Sacra e algumas igrejas. E como parte do roteiro turístico não deixamos de ir ao internacionalmente famoso restaurante Buraco da Gia, que segundo o proprietário, Sr. Luiz da Gia, já foi citado duas vezes pelo The New York Times.
Tá curioso? Vamos continuar esse post intercalando as fotos que batemos e nossas experiências. Aos navegantes:

Azurra! e a sede da Saboeira
Primeira parada: Sede da Saboeira, um clube e escola de música que fica em frente a uma praça onde há o Cruzeiro de Nossa Senhora do Carmo. O cruzeiro dá para a Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, que tem um convento anexo à sua direita e à esquerda a Igreja de Santa Tereza D'ávila.


Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo

Seguimos caminhando pelo centro de Goiana e fotografamos alguns casarões que nos chamaram a atenção:


Cine-Teatro Polytheama


Colégio (abandonado) da Sagrada Família
Casarão onde funcionava a Prefeitura
Biblioteca Municipal
Biblioteca Municipal
Biblioteca Municipal
Detalhe da fachada da Biblioteca Municipal
Biblioteca Municipal
Visitamos outras igrejas: Igreja Matriz, Igreja de Nossa Senhora do Rosário e Igreja de Nossa Senhora da Conceição:

Igreja Matriz
Igreja Matriz
Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Casarão antigo na Rua do Rosário, centro de Goiana

Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Igreja de Nossa Senhora da Conceição
Visitamos a Câmara Municipal à procura de informações turísticas e fomos gentilmente recebidos. O Sr. Edson, um dos funcionários, nos deu algumas orientações e fez um tour conosco pela Câmara, contando um pouco da história daqueles que por ali passaram. Ele ainda nos ofereceu aquela aguinha que salva qualquer viajante, rs.

Câmara Municipal
Câmara Municipal
Com o Sr. Edson
Câmara Municipal
Depois fomos em busca do Museu de Arte Sacra que atualmente está situado na sede do SESC Ler. Infelizmente ele não estava aberto à visitação e não pudemos conhecer seu acervo.

Prensa de casa de farinha do século XIX
Pedras Mó do Engenho Mata Norte, séc. XIX

Tacho para rapadura, Engenho Mata Norte, séc XIX
Carro de boi, Engenho Mata Norte, séc. XIX

Finalizamos nosso tour pela cidade com um almoço no Buraco da Gia. O restaurante foi fundado em 1956, tem uma arquitetura exótica e é bem enfeitado e colorido por dentro. Pelas paredes há inúmeros quadros com fotografias das pessoas que passaram pelo local, entre elas muitas celebridades, como Shaolin e Ney Matogrosso,  e políticos, como Juscelino Kubitschek e Lula . A atração principal do restaurante são os caranguejos adestrados pelo proprietário Sr. Luiz da Gia. Ele nos contou que os caranguejos que ele adestra possuem naturalmente um pinça maior que a outra e com a maior eles os ensina a segurar copos e cumbucas para servir os clientes. Infelizmente os caranguejos estavam de férias e não pudemos conhecê-los. Almoçamos uma peixada frita ao molho de camarão, uma especialidade da casa, que é acompanhada por uma porção de arroz, uma de pirão e verduras cozidas. O prato serve duas pessoas e pagamos R$ 65,00 por ele. Era a opção mais barata de guarnição. Em nossa avaliação o preço não correspondeu à expectativa de sabor. O prato é simples e não oferece nenhuma novidade. Acabamos pagando mais pela visita ao local do que pela apreciação da comida. 




Luciano do Valle e sua esposa, degustando uma cerveja servida pelo caranguejo



Um dos famosos caranguejos empalhado
Com o Sr. Luiz da Gia
Para finalizar fiquem agora com fotografias aleatórias do passeio! Até breve!

Divisa PB/PE
On the road
Vai um Guaiamum aí?
Casario na Av. Marechal Deodoro da Fonseca, a famosa Rua Direita
Cães "simpáticos" nos receberam de forma "calorosa"


Em frente ao Buraco da Gia


Fotografias: Rosiane Albuquerque.
Direção de fotografia: Thiago de Andrade e Rosiane Albuquerque.